A espasticidade é um sintoma muscular derivado de uma lesão no cérebro¹.
Espasticidade pós-ictus
Após um acidente cerebrovascular, alguns pacientes podem desenvolver espasticidade nas mãos, nos pulsos, nos braços ou até nas pernas.
Em consequência, os músculos ficam “contraídos”, causando dor, limitando a mobilidade e afetando significativamente a capacidade de os pacientes realizarem atividades diárias como vestir-se e tratar do seu cuidado pessoal. Todos os anos, 15 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem um acidente cerebrovascular, dos quais cerca de 5 milhões podem ficar afetados por uma deficiência1.
- World Health Organization. Global burden of stroke (acceded 24 May 2011).
- Grupo de trabajo de la Sociedad Española de Rehabilitación y Medicina Físic (SERMEF). Guía de práctica clínica para el tratamiento de la espasticidad con toxina botulínica. Sociedad Española de Rehabilitación y Medicina Física; 2010.
Em função das características da lesão cerebral, o doente pode ter os braços, as pernas ou inclusive o braço e a perna de um mesmo lado afetados.
Espasticidade do membro superior
79% e 66% dos doentes com espasticidade pós-ictus têm o cotovelo e o pulso afetado, respetivamente1. Algumas posturas características de um paciente que sofre espasticidade podem ser o punho fechado, o pulso flexionado, o cotovelo dobrado ou o braço apertado no peito¹.
- Thibaut, A., Chatelle, C., Ziegler, E. et al. Spasticity after stroke: physiology, assessment and treatment. Brain Inj. 2013; 27:1093-105.
Espasticidade do membro inferior
Aproximadamente 66% dos doentes com espasticidade pós-ictus têm o tornozelo afetado1. Algumas posturas características da espasticidade do membro inferior são o joelho flexionado ou o pé equinovaro2.
- Thibaut, A., Chatelle, C., Ziegler, E. et al. Spasticity after stroke: physiology, assessment and treatment. Brain Inj. 2013; 27:1093-105.
- Grupo de trabajo de la Sociedad Española de Rehabilitación y Medicina Físic (SERMEF). Guía de práctica clínica para el tratamiento de la espasticidad con toxina botulínica. Sociedad Española de Rehabilitación y Medicina Física; 2010.
Espasticidade do pé equino em crianças com paralisia cerebral
Paralisia cerebral é o nome dado a um grupo de doenças nas quais se produzem transtornos do movimento, do equilíbrio ou da postura causados por defeito, lesão ou dano nas partes do cérebro que controlam os músculos, o equilíbrio e os movimentos voluntários. Pode ter a sua origem numa anomalia congénita ou numa lesão no cérebro durante o desenvolvimento fetal ou a gravidez, no parto ou no pós-parto.
As crianças com paralisia cerebral estão afetadas de maneira diferente, podendo variar as dificuldades para controlar o movimento, o equilíbrio ou a postura, entre quase impercetível e muito evidente. A paralisia cerebral é uma doença permanente, embora os efeitos se tornem às vezes menos percetíveis.
No mundo industrializado, a incidência da paralisia cerebral é de cerca de 2 casos por 1.000 nascidos vivos1.
- Disable World (acceded November 2016)